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	<title>Comentários sobre Zelinda Fávero Gervásio</title>
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	<description>Uma vida dedicada ao ensino</description>
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		<title>Comentário sobre A razão deste blog por arlete soares porto costa</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-36</link>
		<dc:creator>arlete soares porto costa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2009 18:26:36 +0000</pubDate>
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		<description>Zê, essa alma generosa

Sabá e Belinha, irmãs de Zé, me comunicaram sobre o blog. Confesso que cada vez que o leio, sinto aquela dor da ausência, da saudade.
Zê (como eu, Rosilei e Zanotti a chamávamos) era a nosso porto, quando nos sentíamos perdidos.  Saíamos muito, viajávamos e nesses momentos ela não era mais apenas a professora a quem tanto tínhamos apreço. Era a amiga terna, que tinha o dom de ser dócil e serena, determinada e cúmplice &quot;quando havia uma pedra no meio de nossos caminhos&quot;.
Eu, cidadã cá das Gerais, recebia sempre de Zê palavras de admiração por minha terra. “Minas é um estado de graça”, dizia ela. Então, às vezes fico pensando que ela   também se tornou filha desta terra. Filha de coração, que fazia brilhar os olhos, ao olhar para as serras, ladeiras e pedras escondidas por aqui em Passos, quando certa vez veio me visitar e à minha família. Às vezes penso que em nossas montanhas ficou guardado um pouco dos tantos e bons sentimentos de Zê. 
Talvez ela seja mesmo filha de todas as terras, irmã de todos os povos de territórios diversos, irmanada que foi pelas lutas e pela dignidade de todas as gentes.
Agora, me pergunto: que medida mostra o valor de um ser humano? Que medida mostra o valor de Zê? Seriam suas palavras ditas durante a sua existência? Ou seriam os seus exemplos, gestos que se eternizam na alma de sua família, amigos e da cidade em que viveu?
Que medida mostra o valor de uma vida? Com certeza, uma alma generosa, sempre pronta para acolher. Com certeza, uma alma terna – eternamente disponível para amar – e para salvar – quando nos sentíamos náufragos.
Que medida mostra a dor de uma morte – quando alguém, como Zê, nos deixa órfãos de carinho, nos deixa órfãos de palavras que eram bálsamo, e de gestos que nos faziam sentir fortes e protegidos?
Não, Zê. Não temos medida que possa mostrar a grandeza de nosso carinho por você, que sempre fora luz e paz. E haveria medida que pudesse mostrar o seu amor incondicional, pronto para abrigar, dar colo e coração a todos nós, a qualquer hora?
Meu Deus, nem mesmo a dor lhe rendera alguma revolta, ira ou descrença. Nada que não fosse a paz que sempre pousou em seus olhos. Nada que não fosse a serenidade que sempre norteou a sua vida.  
Seu vôo nos deixou sem ninho, mas fique tranquila, Zê.  Inspirados em sua vida e em seu coração, que nos são imensuráveis, continuamos todos aqui, seguindo os caminhos.
 Grata eternamente, Zê,  por ter sido presença imprescindível. Por ter sido belamente, nosso norte, nosso porto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zê, essa alma generosa</p>
<p>Sabá e Belinha, irmãs de Zé, me comunicaram sobre o blog. Confesso que cada vez que o leio, sinto aquela dor da ausência, da saudade.<br />
Zê (como eu, Rosilei e Zanotti a chamávamos) era a nosso porto, quando nos sentíamos perdidos.  Saíamos muito, viajávamos e nesses momentos ela não era mais apenas a professora a quem tanto tínhamos apreço. Era a amiga terna, que tinha o dom de ser dócil e serena, determinada e cúmplice &#8220;quando havia uma pedra no meio de nossos caminhos&#8221;.<br />
Eu, cidadã cá das Gerais, recebia sempre de Zê palavras de admiração por minha terra. “Minas é um estado de graça”, dizia ela. Então, às vezes fico pensando que ela   também se tornou filha desta terra. Filha de coração, que fazia brilhar os olhos, ao olhar para as serras, ladeiras e pedras escondidas por aqui em Passos, quando certa vez veio me visitar e à minha família. Às vezes penso que em nossas montanhas ficou guardado um pouco dos tantos e bons sentimentos de Zê.<br />
Talvez ela seja mesmo filha de todas as terras, irmã de todos os povos de territórios diversos, irmanada que foi pelas lutas e pela dignidade de todas as gentes.<br />
Agora, me pergunto: que medida mostra o valor de um ser humano? Que medida mostra o valor de Zê? Seriam suas palavras ditas durante a sua existência? Ou seriam os seus exemplos, gestos que se eternizam na alma de sua família, amigos e da cidade em que viveu?<br />
Que medida mostra o valor de uma vida? Com certeza, uma alma generosa, sempre pronta para acolher. Com certeza, uma alma terna – eternamente disponível para amar – e para salvar – quando nos sentíamos náufragos.<br />
Que medida mostra a dor de uma morte – quando alguém, como Zê, nos deixa órfãos de carinho, nos deixa órfãos de palavras que eram bálsamo, e de gestos que nos faziam sentir fortes e protegidos?<br />
Não, Zê. Não temos medida que possa mostrar a grandeza de nosso carinho por você, que sempre fora luz e paz. E haveria medida que pudesse mostrar o seu amor incondicional, pronto para abrigar, dar colo e coração a todos nós, a qualquer hora?<br />
Meu Deus, nem mesmo a dor lhe rendera alguma revolta, ira ou descrença. Nada que não fosse a paz que sempre pousou em seus olhos. Nada que não fosse a serenidade que sempre norteou a sua vida.<br />
Seu vôo nos deixou sem ninho, mas fique tranquila, Zê.  Inspirados em sua vida e em seu coração, que nos são imensuráveis, continuamos todos aqui, seguindo os caminhos.<br />
 Grata eternamente, Zê,  por ter sido presença imprescindível. Por ter sido belamente, nosso norte, nosso porto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Presença &#8211; Pequena biografia da Zelinda &#8211; I por luiz roberto benedetti</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com/2008/12/04/presenca-pequena-biografia-da-zelinda/#comment-26</link>
		<dc:creator>luiz roberto benedetti</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 12:33:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?p=156#comment-26</guid>
		<description>Ainda antes de abrir o blog pensava comigo: por que será que gosto tanto de ler biografias e livros de memórias. Um retrato da vida espelhada, de uma humanidade partilhada, alegrias e dores comuns: tudo isso aparece retratado na vida que &quot;experimentamos&quot; ao nos espelharmos nas vidas que passam pelos nossos olhos. E abri o email e o blog. Ai a  gente sente a maravilha do viver: em tudo as nossas histórias parecem iguais. E, no entanto, são diferentes. Experimentamos o comum, no melhor sentido da palavra, com um toque diferente, que torna a vida uma aventura maravilhosa. E mais, nos sentimos fazendo parte de uma humanidade comum. Ai vem aqueles com ficamos próximos por sentimentos, tarefas comuns, e solidariedade em dores e alegrias. Como faz sentir a Zelinda tão próxima em realidades vividas aparentemente tão distantes!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda antes de abrir o blog pensava comigo: por que será que gosto tanto de ler biografias e livros de memórias. Um retrato da vida espelhada, de uma humanidade partilhada, alegrias e dores comuns: tudo isso aparece retratado na vida que &#8220;experimentamos&#8221; ao nos espelharmos nas vidas que passam pelos nossos olhos. E abri o email e o blog. Ai a  gente sente a maravilha do viver: em tudo as nossas histórias parecem iguais. E, no entanto, são diferentes. Experimentamos o comum, no melhor sentido da palavra, com um toque diferente, que torna a vida uma aventura maravilhosa. E mais, nos sentimos fazendo parte de uma humanidade comum. Ai vem aqueles com ficamos próximos por sentimentos, tarefas comuns, e solidariedade em dores e alegrias. Como faz sentir a Zelinda tão próxima em realidades vividas aparentemente tão distantes!!!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por Maria Antoinieta Vigorito</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-16</link>
		<dc:creator>Maria Antoinieta Vigorito</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2008 02:33:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-16</guid>
		<description>Dedicado a Mestra e Amiga Zezé.

Tudo começou em março de 1976 no Anfiteatro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas em uma tarde de sexta-feira, quando Zê/Zezé/Zelinda como gostava de ser chamada se apresentou aos alunos do curso de Educação Artística como a Professora da disciplina de Fundamentos da Expressão da Comunicação.

Neste mesmo final de semana fui para minha cidade natal, São José de Rio Pardo, interior de São Paulo, e não imaginando qual seria minha surpresa: Ao pegar carona com um velho amigo da família encontrei com Zelinda, mas como sempre fui meia “desligada” não a conheci imediatamente, não dando conta de que seria ela mesma, e que a partir daquele momento nasceria uma grande amizade.

- Que saudades de você !  Quantas viagens e aprendizado, não se cansava nunca nos seus ensinamentos e sempre por perto dando conselhos.

Amiga, ainda bem que tive a oportunidade de me despedir de você antes de me mudar para Vitória/ES. ( 02/2005)

Foram 28 anos de cumplicidade, de tão grande nossa amizade que chegou a ser minha madrinha de casamento. Mestra. Amiga, você deixou um vazio tão grande para aqueles que conviveram de pertinho e sabiam quão grande era você como pessoa.

Vitória, 29 de dezembro de 2008

Maria Antonieta Vigorito
             ( Nêta )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Dedicado a Mestra e Amiga Zezé.</p>
<p>Tudo começou em março de 1976 no Anfiteatro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas em uma tarde de sexta-feira, quando Zê/Zezé/Zelinda como gostava de ser chamada se apresentou aos alunos do curso de Educação Artística como a Professora da disciplina de Fundamentos da Expressão da Comunicação.</p>
<p>Neste mesmo final de semana fui para minha cidade natal, São José de Rio Pardo, interior de São Paulo, e não imaginando qual seria minha surpresa: Ao pegar carona com um velho amigo da família encontrei com Zelinda, mas como sempre fui meia “desligada” não a conheci imediatamente, não dando conta de que seria ela mesma, e que a partir daquele momento nasceria uma grande amizade.</p>
<p>- Que saudades de você !  Quantas viagens e aprendizado, não se cansava nunca nos seus ensinamentos e sempre por perto dando conselhos.</p>
<p>Amiga, ainda bem que tive a oportunidade de me despedir de você antes de me mudar para Vitória/ES. ( 02/2005)</p>
<p>Foram 28 anos de cumplicidade, de tão grande nossa amizade que chegou a ser minha madrinha de casamento. Mestra. Amiga, você deixou um vazio tão grande para aqueles que conviveram de pertinho e sabiam quão grande era você como pessoa.</p>
<p>Vitória, 29 de dezembro de 2008</p>
<p>Maria Antonieta Vigorito<br />
             ( Nêta )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre Presença &#8211; Pequena biografia da Zelinda &#8211; I por Lúcia Helena Lahoz Morelli</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com/2008/12/04/presenca-pequena-biografia-da-zelinda/#comment-15</link>
		<dc:creator>Lúcia Helena Lahoz Morelli</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 22:47:51 +0000</pubDate>
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		<description>Que emoção e que alegria para nós, que tanto amamos a Zelinda e que admiramos tanto sua família, tomar contato com essas fotos históricas. A Zelinda sempre foi encantadora! Basta olhar para ela nas fotos, seja quando criança, seja quando adolescente, para conseguir vê-la na fase adulta, na sala de aula da PUC, com o mesmo olhar sonhador e a mesma expressão meiga e carinhosa que toda a vida a acompanharam.
Como ex-aluna e amiga, só posso agradecer à família pela oportunidade de conhecer um pouco mais dessa pessoa inesquecível que foi e que é Zelinda Fávero Gervásio.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que emoção e que alegria para nós, que tanto amamos a Zelinda e que admiramos tanto sua família, tomar contato com essas fotos históricas. A Zelinda sempre foi encantadora! Basta olhar para ela nas fotos, seja quando criança, seja quando adolescente, para conseguir vê-la na fase adulta, na sala de aula da PUC, com o mesmo olhar sonhador e a mesma expressão meiga e carinhosa que toda a vida a acompanharam.<br />
Como ex-aluna e amiga, só posso agradecer à família pela oportunidade de conhecer um pouco mais dessa pessoa inesquecível que foi e que é Zelinda Fávero Gervásio.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por luiz roberto benedetti</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-14</link>
		<dc:creator>luiz roberto benedetti</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 22:35:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-14</guid>
		<description>Às vezes fico pensando: seria bom saber porque certas pessoas nos marcam. Deixam em nós uma espécie de energia viva que nos move por dentro. Mais que simples recordação, mais que lembrança emocionada. Um espécie de impulso vital. Ter conhecido, ter cruzado na vida com aquela pessoa e ser marcado por algo que fica como uma espécie de &quot;close&quot; vivido que retorna permanentemente nos mínimos detalhes. Para mim a Zelinda é esse acontecimento que nos move por inteiro. Não tenho &quot;closes&quot; de sua vida. Tentei selecionar algum para referir aqui. Vieram tantos e tantos que achei que empobreceria a sua grandeza. Tudo na Zelinda move a gente por dentro. Desperta a vontade de ser bom. Faz a gente acreditar que o mundo será melhor. Que vale a pena estabelecer laços verdadeiramente humanos. Que as pessoas que cruzam nosso caminho sempre tem algo a nos dizer de bom. Tudo isso eu sinto quando me vem ao coração (o que, aliás, nunca saiu dele) a lembrança desse sorriso lindo. A foto de Paris me fascina. Não sei explicar porque. Se tivesse explicação não teria a beleza da pessoa que retrata: Zelinda.
Aquele sorriso (tão expressivo) era a Zelinda. Na sua inteireza, integridade, beleza.  Ela nos fez mais felizes. Ela nos faz ser mais felizes. Ela não é uma lembrança. É uma presença, imagem e semelhança daquele que nos criou à sua imagem e semelhança.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes fico pensando: seria bom saber porque certas pessoas nos marcam. Deixam em nós uma espécie de energia viva que nos move por dentro. Mais que simples recordação, mais que lembrança emocionada. Um espécie de impulso vital. Ter conhecido, ter cruzado na vida com aquela pessoa e ser marcado por algo que fica como uma espécie de &#8220;close&#8221; vivido que retorna permanentemente nos mínimos detalhes. Para mim a Zelinda é esse acontecimento que nos move por inteiro. Não tenho &#8220;closes&#8221; de sua vida. Tentei selecionar algum para referir aqui. Vieram tantos e tantos que achei que empobreceria a sua grandeza. Tudo na Zelinda move a gente por dentro. Desperta a vontade de ser bom. Faz a gente acreditar que o mundo será melhor. Que vale a pena estabelecer laços verdadeiramente humanos. Que as pessoas que cruzam nosso caminho sempre tem algo a nos dizer de bom. Tudo isso eu sinto quando me vem ao coração (o que, aliás, nunca saiu dele) a lembrança desse sorriso lindo. A foto de Paris me fascina. Não sei explicar porque. Se tivesse explicação não teria a beleza da pessoa que retrata: Zelinda.<br />
Aquele sorriso (tão expressivo) era a Zelinda. Na sua inteireza, integridade, beleza.  Ela nos fez mais felizes. Ela nos faz ser mais felizes. Ela não é uma lembrança. É uma presença, imagem e semelhança daquele que nos criou à sua imagem e semelhança.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por Helena Joana Flipsen</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-11</link>
		<dc:creator>Helena Joana Flipsen</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 May 2008 18:18:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-11</guid>
		<description>Zelinda,

Sempre alegre e iluminada. Sempre com uma paciência infinita. Um coração maravilhoso repleta de benevolência. 
Tive a felicidade de a Zelinda ser minha professora por dois anos a 2ª e a 3ª série. Com certeza ela foi uma mãe para as crianças holambrenses. Com certeza ela cumpriu uma grande missão como educadora. 
Zelinda, descanse tranqüilamente e com certeza será muito feliz na próxima existência pelas boas causas acumuladas como educadora.
Lembrando da Zelinda me sinto muito incentivada a lutar por melhores condições de ensino e reverter este quadro de violência nas escolas incentivando a criação de valores para a sociedade visualizando a educação para a felicidade para cada cidadão.
Aos familiares, conte comigo e estarei orando pela felicidade da Zelinda e seus familiares.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Zelinda,</p>
<p>Sempre alegre e iluminada. Sempre com uma paciência infinita. Um coração maravilhoso repleta de benevolência.<br />
Tive a felicidade de a Zelinda ser minha professora por dois anos a 2ª e a 3ª série. Com certeza ela foi uma mãe para as crianças holambrenses. Com certeza ela cumpriu uma grande missão como educadora.<br />
Zelinda, descanse tranqüilamente e com certeza será muito feliz na próxima existência pelas boas causas acumuladas como educadora.<br />
Lembrando da Zelinda me sinto muito incentivada a lutar por melhores condições de ensino e reverter este quadro de violência nas escolas incentivando a criação de valores para a sociedade visualizando a educação para a felicidade para cada cidadão.<br />
Aos familiares, conte comigo e estarei orando pela felicidade da Zelinda e seus familiares.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por Antonio Sergio Albergaria Pereira</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-7</link>
		<dc:creator>Antonio Sergio Albergaria Pereira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Apr 2008 12:15:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-7</guid>
		<description>A professora Zelinda faz lembrar Pe. Vieira, no “Sermão da Sexagésima”: “O estilo há de ser muito fácil e muito natural. O estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que o entendam os que não sabem, e tão alto que tenham muito que entender nele os que sabem. O rústico acha documentos nas estrelas para sua lavoura, e o mareante para sua navegação, e o matemático para as suas observações e para os seus juízos. De maneira que o rústico e o mareante, que não sabem ler nem escrever, entendem as estrelas; e o matemático, que tem lido quantos escreveram, não alcança a entender quanto nelas há. Tal pode ser o sermão: estrelas que todos vêem, e muito poucos as medem”.
 Disse ainda no discurso que “a tarefa do professor é proporcionar ao aluno a possibilidade de dialogar com o real, intermediando a relação dele, aluno, com o mundo, objeto do aprendizado”. 
 Por isso, o papel do professor é de simples mediação, como na metáfora precisa descrita por Marilena Chauí, no artigo “Ideologia e educação”, publicada na Revista Educação e Sociedade, no 5, jan. 1980, p. 39:
 
“O professor de natação não pode ensinar o aluno a nadar na areia fazendo-o imitar seus gestos, mas leva-o a lançar-se na água em sua companhia para que aprenda a nadar lutando contra as ondas, fazendo seu corpo coexistir com o corpo ondulante que o acolhe e repele, revelando que o diálogo do aluno não se trava com seu professor de natação, mas com a água. O diálogo do aluno é com o pensamento, com a cultura corporificada nas obras e nas práticas sociais, e transmitidas pela linguagem e pelos gestos do professor, simples mediador”.
 
A linguagem do professor, portanto, é impregnada de responsabilidade ética, pois constituída de um pré-requisito indispensável, ou seja, o dever-ser para o conhecimento pleno do mundo real e uma ação direcionada para o bem, quaisquer que sejam, ou quantos sejam os destinatários. 
 
Volto a Vieira, em seu “Sermão do Mandato”, pregado em 1645, um dos mais formosos da língua portuguesa, para dizer que é preciso amar a ética, sabendo ser ético, como também é preciso amar a linguagem conhecendo-a:
 
“Quem ama porque conhece, é amante; quem ama porque ignora, é néscio”,- disse Vieira. “Assim como a ignorância na ofensa diminui o delito”  – prossegue Vieira – “assim no amor diminui o merecimento. Quem, ignorando, ofendeu em rigor não é delinqüente; quem, ignorando, amou em rigor não é amante”.

Que bela professora foi Zelinda! Que grande mediadora foi Zelinda! Quantos amantes não despertou e criou porque conhecia. Feliz de quem aprendeu a nadar com a Zelinda para enfrentar as águas turbulentas da vida.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A professora Zelinda faz lembrar Pe. Vieira, no “Sermão da Sexagésima”: “O estilo há de ser muito fácil e muito natural. O estilo pode ser muito claro e muito alto; tão claro que o entendam os que não sabem, e tão alto que tenham muito que entender nele os que sabem. O rústico acha documentos nas estrelas para sua lavoura, e o mareante para sua navegação, e o matemático para as suas observações e para os seus juízos. De maneira que o rústico e o mareante, que não sabem ler nem escrever, entendem as estrelas; e o matemático, que tem lido quantos escreveram, não alcança a entender quanto nelas há. Tal pode ser o sermão: estrelas que todos vêem, e muito poucos as medem”.<br />
 Disse ainda no discurso que “a tarefa do professor é proporcionar ao aluno a possibilidade de dialogar com o real, intermediando a relação dele, aluno, com o mundo, objeto do aprendizado”.<br />
 Por isso, o papel do professor é de simples mediação, como na metáfora precisa descrita por Marilena Chauí, no artigo “Ideologia e educação”, publicada na Revista Educação e Sociedade, no 5, jan. 1980, p. 39:</p>
<p>“O professor de natação não pode ensinar o aluno a nadar na areia fazendo-o imitar seus gestos, mas leva-o a lançar-se na água em sua companhia para que aprenda a nadar lutando contra as ondas, fazendo seu corpo coexistir com o corpo ondulante que o acolhe e repele, revelando que o diálogo do aluno não se trava com seu professor de natação, mas com a água. O diálogo do aluno é com o pensamento, com a cultura corporificada nas obras e nas práticas sociais, e transmitidas pela linguagem e pelos gestos do professor, simples mediador”.</p>
<p>A linguagem do professor, portanto, é impregnada de responsabilidade ética, pois constituída de um pré-requisito indispensável, ou seja, o dever-ser para o conhecimento pleno do mundo real e uma ação direcionada para o bem, quaisquer que sejam, ou quantos sejam os destinatários. </p>
<p>Volto a Vieira, em seu “Sermão do Mandato”, pregado em 1645, um dos mais formosos da língua portuguesa, para dizer que é preciso amar a ética, sabendo ser ético, como também é preciso amar a linguagem conhecendo-a:</p>
<p>“Quem ama porque conhece, é amante; quem ama porque ignora, é néscio”,- disse Vieira. “Assim como a ignorância na ofensa diminui o delito”  – prossegue Vieira – “assim no amor diminui o merecimento. Quem, ignorando, ofendeu em rigor não é delinqüente; quem, ignorando, amou em rigor não é amante”.</p>
<p>Que bela professora foi Zelinda! Que grande mediadora foi Zelinda! Quantos amantes não despertou e criou porque conhecia. Feliz de quem aprendeu a nadar com a Zelinda para enfrentar as águas turbulentas da vida.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por Roberto Rodrigues de Oiveira</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-6</link>
		<dc:creator>Roberto Rodrigues de Oiveira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Apr 2008 00:17:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-6</guid>
		<description>Estou numa idade interessante. Pois já aprendi que tudo vai passar. As coisas todas ruins, boas, grandes ou pequenas, não importa nada, tudo vai passar. 
    Assim importa o quanto a gente ama, e também o quanto somos amados. 
    A Z amou e foi amada. E amou e foi amada pela Vida. E por mim. E pelos que a conheceram. 
    Deus reservou um lugar bem lindo pra ela. E um dia esta saudade que eu sinto vai passar. Mas aí estaremos juntos no Paraíso e vamos cantar, sorrir, conversar... 
    Até mais querida Z...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou numa idade interessante. Pois já aprendi que tudo vai passar. As coisas todas ruins, boas, grandes ou pequenas, não importa nada, tudo vai passar.<br />
    Assim importa o quanto a gente ama, e também o quanto somos amados.<br />
    A Z amou e foi amada. E amou e foi amada pela Vida. E por mim. E pelos que a conheceram.<br />
    Deus reservou um lugar bem lindo pra ela. E um dia esta saudade que eu sinto vai passar. Mas aí estaremos juntos no Paraíso e vamos cantar, sorrir, conversar&#8230;<br />
    Até mais querida Z&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por Izalene Tiene</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-5</link>
		<dc:creator>Izalene Tiene</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 03:40:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-5</guid>
		<description>Saba e todos/as que tiveram esta bela iniciativa de recuperar a memória e tudo de bom</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Saba e todos/as que tiveram esta bela iniciativa de recuperar a memória e tudo de bom</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário sobre A razão deste blog por Marta Fontenele</title>
		<link>http://zelinda.wordpress.com#comment-4</link>
		<dc:creator>Marta Fontenele</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2008 01:07:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://zelinda.wordpress.com/?page_id=9#comment-4</guid>
		<description>Eu sou da safra da PUC dos anos 80. Década bem conturbada, não só no Brasil, mas no mundo.  Enquanto expandiam-se os preceitos neoliberais, com o apelo para a abertura dos mercados, do descobrir das vantagens da telemática, caía o Muro de Berlim, o muro da vergonha...
No Brasil, vivíamos o caos da inflação, o medo do desemprego, e de outros fantasmas como uma possível retomada do militarismo.  Nas aulas da PUC eu sentia os ecos deste movimento espalhado, algo que inquietava e ao mesmo tempo nos estimulava a olhar para o futuro. E a Professora Zelinda, uma mulher muito elegente, sempre impecável na plástica, não poupava beleza também na preparação e apresentação de suas aulas. Nunca esquecerei que foi Zelinda a primeira pessoa a me falar sobre &quot;aldeia global&quot;. Moderna, dedicada, dinâmica, competente...Tantos adjetivos que somados não definirão o caráter e a figura humana desta grande professora e figura humana: Zelinda.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou da safra da PUC dos anos 80. Década bem conturbada, não só no Brasil, mas no mundo.  Enquanto expandiam-se os preceitos neoliberais, com o apelo para a abertura dos mercados, do descobrir das vantagens da telemática, caía o Muro de Berlim, o muro da vergonha&#8230;<br />
No Brasil, vivíamos o caos da inflação, o medo do desemprego, e de outros fantasmas como uma possível retomada do militarismo.  Nas aulas da PUC eu sentia os ecos deste movimento espalhado, algo que inquietava e ao mesmo tempo nos estimulava a olhar para o futuro. E a Professora Zelinda, uma mulher muito elegente, sempre impecável na plástica, não poupava beleza também na preparação e apresentação de suas aulas. Nunca esquecerei que foi Zelinda a primeira pessoa a me falar sobre &#8220;aldeia global&#8221;. Moderna, dedicada, dinâmica, competente&#8230;Tantos adjetivos que somados não definirão o caráter e a figura humana desta grande professora e figura humana: Zelinda.</p>
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