Zelinda Fávero Gervásio nasceu em São José do Rio Pardo, Estado de São Paulo, aos 15 de junho de 1941. Filha de Gabriel Gervásio e de Anna Fávero Gervásio, descendentes de italianos, é a penúltima entre os dez filhos do casal.
Seus primeiros estudos foram em escolas públicas da cidade: Grupo Escolar “Dr. Cândido Rodrigues” e Ginásio e Colégio Estadual “Euclides da Cunha”.
Mudou-se com a família para Campinas em 1957, residindo por muito tempo na Avenida Barão de Itapura, 1.114. Morava, desde 1989, na Rua Celso Egídio Souza Santos, 751, no Jardim Chapadão.
Em Campinas, continuou seus estudos no Colégio “Carlos Gomes”, cursando, em seguida, o magistério no Instituto Educacional “Ave Maria”. Formou-se professora primária em 1962, e, em maio de 1963, começou a lecionar na Escola São Paulo da Fazenda Holambra, também no Estado de São Paulo, onde permaneceu até dezembro de 1972. Zelinda foi uma das primeiras professoras brasileiras a lecionar para os filhos dos imigrantes holandeses. Ela sempre foi muito querida pelos alunos.
Durante esse período de trabalho, na Holambra, cursou, de 1965 a 1968, Ciências Sociais na então Universidade Católica de Campinas, dedicando-se à Antropologia e à Sociologia. Lecionou por um tempo no Colégio Imaculada e também deu aulas de Comunicação para a Terceira Idade do SESC de Campinas, na Faculdade de Araras e, em Piracicaba, ministrou um curso sobre Atualização Feminina.
Chegou a lecionar, por dois meses, na Escola de Propaganda e Publicidade de São Paulo, sendo que, em maio de 1973, foi convidada pelo professsor Osmar de Paula Pinto para dar aula como sua assistente da matéria que na época chamava-se Fundamentos Científicos da Comunicação, na Universidade Católica de Campinas.
Em junho do mesmo ano o professor Osmar mudou-se para Belo Horizonte, deixando o curso de Comunicação Social sob a responsabilidade de Zelinda. Foi nesse momeneto que ela começou sua carreira universitária, aprofundando seus estudos. Sua área fazia parte do Instituto de Arte e Comunicação (Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo), passando, futuramente, a figurar também Turismo, o conhecido IACT da PUC, hoje CLC (Centro de Linguagem e Comunicação). Especificamente, Zelinda foi professora da discipliina de Fundamentos da Expressão da Comunicação Humanas no curso de Educação Artística e professora de Teoria da Comunicação nos cursos de Jornalismo, Publicidade e Propagandda e Relações Públicas.
Zelinda foi profesora primária, secundária, universitária e da Terceira Idade. Sempre foi membro ativo no Ponto de Encontro, nas atividades universitárias, sindicais, sociais e em atividades extracurriculares.
Em 1979, juntamente com os professores Adalberto Paranhos, Otávio Jacobini, Ari Fernandes, Lineu Carlos Massezoli, Vera Irma Furlan, Maria Helena de Barros Salek, pe. Davi, pe. Benedetti, dentro outros, deu início à luta pela democratização do Sindicato dos Professores, de Campinas (Sinpro).
Em 1981, esse grupo elegeu uma diretoria com Augusto Petta, começando então a filiação sindical.
Esse mesmo grupo fundara, em 1978, a Associação dos Professores da PUC, a APROPUC, trabalhando também na formação da ANDES.
A professora Zelinda ganhou sua primeira eleição do IAC como vice na chapa do professor Oswaldo de Assis, cujo mandato foi de 1984 a 1986.
Começou o mestrado em Filosofia, mas, quando assumiu a direção do IACT, cargo que exercia concomitantemente às aulas que ministrava, não pôde continuar, perdendo seus créditos. Sempre pensava em voltar a estudar.

Dom Gilberto Pereira Lopes – arcebispo e grão chanceler dando posse à professora Zelinda para o 1º mandato na direção do Instituto de Artes e Comunicação’
O seu primeiro mandato, como diretora do IAC, foi de janeiro de 1991 a 31 de dezembro de 1994. Sua vice, uma ex-aluna, formada em Turismo, a professora Maria Ângela Ambrizi Bissoli, formou com Zelinda uma dupla ativa, trazendo para o IAC muitas realizações.
Para a segunda gestão, houve prestação de contas e a plataforma eleitoral da mesma chapa: IACT 95 – Continuidade com qualidade. Venceram as eleições, cujo mandato, de 1995 a 1998, foi também marcado por inúmeras realizações, premiações, muito trabalho, sempre atuando de forma colegiada, incentivadora das decisões compartilhadas entre direção, professores e alunos, valorizando muito também os funcionários.
Afastou-se da PUC-Campinas em 1999 por motivo de doença. Voltou em 2000, por pouco tempo, continuando a participar como consultora do Canal Universitário – TV PUC, mantendo um elo com a Universidade até seus últimos dias, elo esse que durou mais de trinta anos.