Homenagem
Nesta fase, Zelinda deixará de lecionar para os alunos do Curso de Jornalismo porque participará da eleição para a Diretoria do Instituto de Artes e Comunicações, o que representará uma nova etapa em sua vida.
Gostaria de aproveitar este momento para lembrar alguns dos que foram seus alunos durante o período em que começou a lecionar, 1973, até a 1990.
Foi um tempo em que ela se voltou inteiramente para suas aulas e seus alunos. Alguns destes foram seus amigos, de botecos e de viagens, como Arlete Soares Porto, Rosilei Vieira, Carlos Alberto Zanotti, Antonieta Vigoritto. Muitos outros se tornaram seus colegas, professores da PUC-Campinas, como Alexandre Caprioli, Amarildo Batista Carnicel, Caetano Haberli Jr., Calos Alberto Zanotti, Carlos Gilberto Roldão, Cecília Helena Toledo Vieira, Célia Padreca, Claudia Lucia Trevisan, Claudia de Cillo, Cynthia Andreta, Fabiano Ormaneze, Frailda Brito Siqueira, Ivete Roldão, Laura Santi, Luiz Gonzaga Godoy Trigo, Marcelo Lopez, Márcio Roque, Maria Ângela Ambrisi Bissoli, Maria Rosana F. Nassar, Maurício Pinheiro da Silva, Renata Tanuri Meneguete, Roberta Puccetti, Seiji Hiraide, Wagner Bastos. Há aqueles também que são profissionais do Jornalismo, seus ex-alunos que, depois de seu falecimento, escreveram artigos comoventes sobre a pessoa e a profissional que foi Zelinda: Heloisa Helena Amaro, Lúcia Helena Lahoz Morelli, Jorge Ribeiro Neto, Roberto Rodrigues de Oliveira, Rogério Verzignasse, Isabel Costa e Maria de Lourdes Orlando Montanari. Esses artigos foram publicados pelo Correio Popular de Campinas e fazem parte deste blog, na seção Mestra e Sábia.
Aproveito este espaço da biografia da Professora Zelinda para citar e fazer uma homenagem aos professores que fazem parte de sua família. Além de sua irmã Florisbela, conhecida como Belinha, formada em Ciências Sociais, que deu aulas no secundário por várias cidades do Estado de São Paulo, há as cunhadas: Maria José Peixoto Gervásio, que completou seu jubileu dando aulas de Inglês, em São Paulo; Marisa Mansur Gervásio, formada no Magistério; Maria Stella Volpe Gervásio, formada no Magistério, professora e vice-diretora do Ensino Primário Municipal de Campinas, e Marina L. Nucci Gervásio, formada em Pedagogia, também professora e diretora do Ensino Primário do Município de Campinas e diretora do Ensino Secundário de Pedreira, no Estado de São Paulo. Todas elas foram professoras excelentes e dedicadas.
Estendo esta homenagem a todos os professores e a todas as professoras que cumpriram ou cumprem essa missão de ensinar com dedicação, com sabedoria e com respeito ao ser humano, especialmente às nossas saudosas mestras do Ensino Primário, lá de São José do Rio Pardo, Dona Cândida Godoy e Dona Rosentina de Syllos.
1990
Mas, entremos nessa nova fase, que é alvissareira, porque começa com uma viagem.

Teotihuacán (México) - lugar onde o homem se transforma em Deus. Salete e Zê em frente à pirâmide da Lua.
No começo de 1990, de 23 de janeiro a 11 de fevereiro, Zelinda e sua amiga Salete viajaram para o México e Peru. Salete, que é antropóloga, e era casada com o professor Trujillo, ficara viúva. Nessa viagem, conheceram a cidade do México, DF, Oaxaca, Villahermosa e Palenque, Mérida e Cancun. Já fazia muito tempo que Zelinda não saía para uma grande viagem. Adoraram tudo, trouxeram muitas fotos, objetos representando as várias culturas desse país. Temos umas cinco cartas enviadas por ela descrevendo o que visitavam, falando de seus habitantes com características bem típicas, sobre as comidas, os hotéis. Viajaram, em seguida, para Lima onde passaram seis dias. Depois, na volta, Zelinda viveu um bom tempo falando do México, de suas cidades, lembrava-se de todos aqueles nomes complicados de templos e personagens e, parece que guardara para sempre seu amor por aquela terra.

Escadas da pirâmide do Adivino. Zelinda e Doris.
Na PUC, como Zelinda fora vice do IAC com o professor Assis, entre 83/86, ela vinha recebendo pedidos para que se candidatasse à direção do Instituto, porque tivera uma linha de trabalho muito boa. Alguns colegas convenceram-na de que estariam juntos com ela nessa empreitada. Ela, também, já se encontrava em condições, tinha tempo disponível, e também todo o nosso apoio. Assim, resolveu assumir a eleição e a professora Maria Ângela Ambrisi Bissoli, sua ex-aluna, lhe propôs ser sua vice. Durante esse ano, além das aulas, planejaram as linhas gerais para o trabalho no Instituto, batalharam na campanha para a eleição e tiveram muito êxito. Ganharam com 67% dos votos, entre professores e funcionários. A posse da nova Diretoria do IAC ocorreu em 28.12.90.

Posse dos Diretores do IAC da Puccamp em 28.12.90. Dom Gilberto Pereira Lopes, Grão Chanceler da Puccamp, parabenizando Zelinda.
1991
Além do trabalho diário funcional do Instituto, da verificação do andamento de suas várias áreas e suas necessidades materiais e estruturais para o atendimento dos alunos, tinham que dar conta do calendário escolar, das reuniões praticamente mensais do Consun (Conselho Universitário) e do Concep (Conselho de Coordenação do Ensino e Pesquisa), e outras participações como a Apropuc, o Sinpro, reuniões com os coordenadores dos departamentos de Comunicação Social, de Educação Artística, reuniões especiais, sociais, comemorativas, debates, seminários, preparação das aulas, correção de provas. A Diretora e a vice passaram a presidir todas as formaturas dos alunos do Instituto. Tiveram duas ótimas secretárias do IAC: Vânia M. Bertim Reis e Célia Marinelli. Nesse começo de ano, foi aberta a Sindicância para o desligamento de um professor do Curso de Jornalismo, que já vinha sendo solicitada principalmente pelas alunas desse curso. Um processo moroso, desgastante, porém necessário, e tomou quase um ano todo para ser resolvido.

As Diretoras do IAC: Zelinda Fávero Gervásio e Maria Ângela A. Bissoli.
Já introduzimos neste blog várias fotos dos principais eventos realizados nessa 1ª gestão do IAC (é só abri-lo), embora, num levantamento mais demorado, outros tantos fatos poderiam ser relacionados. Uma comemoração importante, que agora mencionamos, foi a celebração de uma missa pelos 50 anos da PUCCAMP, em 1991.
Nesse mesmo ano, de 1º. a 5 de julho, houve o II Congresso Brasileiro de Ensino de Comunicação, promovido pela ABECOM e pela ECA/USP. Portanto, esse período da 1ª gestão do Instituto de Artes e Comunicações, de janeiro de 91 a dezembro de 94, foram quatro anos de muito trabalho. Zelinda trabalhava três períodos: entrava na PUC às 7h, vinha para o almoço e voltava às 13h; vinha para o jantar e voltava às 18h30. Chegava em casa depois das 22h30. Aí é que ela se sentava e geralmente ouvia o jornal da TV Cultura. Era incansável.
No dia 5 de março de 1991, dona Anita completava 90 anos. Estava com saúde, embora tomasse seu remedinho para pressão alta. A comemoração foi na residência nova, do Chapadão, e lá mesmo houve uma missa celebrada pelo padre David. Todo o pessoal da família e alguns amigos estavam lá. Forramos uma mesa só de docinhos caseiros.

Padre David na celebração dos 90 anos de Dona Anita. Modesto Fávero, Rafael, João, Zezé, Marina, Maria Helena e sr. Agostinho.

Cantando parabéns. Sr. Agostinho, Pachoal, mamãe, Dudu, Gabriel, Ana Maria, João, Fábio (da Antonieta), Rafael, Raul e Bia.
Mamãe já era várias vezes bisavó e, em 1990, nascera a Carla, em 1993, o Heitor, filhos da Lorette e do Victor. A Valéria e o Fabio tiveram o Caio, em 1990.
Em 1992, já no final de janeiro, o resultado da Comissão de Sindicância com relação à demissão do professor de Jornalismo se concretiza e ele é desligado da PUC. Na Universidade, Zelinda e Ângela continuavam no mesmo afã. Houve uma ida da Ângela, como representante de Turismo da PUC, para uma consultoria ao Hotel Pocinhos do Rio Verde, em Poços de Caldas, e Zelinda a acompanhou como Diretora do Instituto. O andamento do IAC processava-se com a mesma prontidão e eficácia que já iam adquirindo os funcionários e professores. As reuniões, as correções de provas, as propostas, as questões a serem discutidas, resolvidas foram se sucedendo e, dessa maneira, o Instituto começou a tomar outra forma.

Churrasco dos ex-alunos da Puccamp, em 16.10.91.
Há problemas particulares que vão afetar a professora Zelinda nesse começo de ano. Em março, mamãe caiu e trincou o fêmur. Foi operada e Zelinda acompanhou-a várias vezes a sessões de fisioterapia. Sua recuperação foi rápida, mas ela já começara a ficar meio esquecida.

Zelinda na Exposição Polaroid com Vera Graça e Edésio, em 11 5.92.
Nesse período, Zê disse que passara por uns “acertos” psicológicos. Reafirmou seus valores e lutou por eles, cuidou dos seus relacionamentos, de sua sexualidade, amor e espiritualidade. Já se conhecia mais profundamente, dava atenção aos problemas, tentando resolvê-los a contento. Sempre levou muito a sério sua profissão. E começou a pensar em viagens, um desejo seu sempre contido por impossibilidades, e parece que a hora havia chegado.
Programara uma viagem ao mar do Caribe, pelo Seawind Crow – Vasco da Gama, que ocorreu entre os dias 29.8 a 6.9 de 1992. Anna Cláudia, uma sobrinha, a acompanhou. Foram de avião até Aruba e dia 30 já estavam a bordo. Conheceram Curaçao, La Guaira (Caracas), Grenada, Barbados, Santa Lucia. Navegaram um dia e meio de volta a Aruba e, de lá, pegaram voo para São Paulo. Foi um período curto, mas voltaram encantadas com a beleza daquela região e o prazer de viajar de navio.

Zelinda e Anna Cláudia em Grenada. Atrás a cidade baixa. 2.9.92.
1993/94
Sempre tendo em vista as fotos que fazem parte deste blog, no que se referem à 1ª gestão do trabalho da diretoria do IAC e, sem esquecer de todas as peripécias que realizava diariamente como diretora e professora, vamos nos fixar mais nas viagens que Zelinda realizou nesse período.
Em 93, Zezé não viajou muito longe. Juntamente com o sobrinho Rodrigo, foi ao Sítio Cachoeira, em São João da Boa Vista. A anfitriã era tia do Rô, e lá havia piscina, cavalos, um local realmente agradável e próprio para descansar. Num outro período, entre 31.3 a 3.4, os dois, acompanhados pela Vânia Reis, partiram para São Tomé das Letras, em Minas Gerais. Era um lugar que a Zê tinha muita curiosidade de conhecer e, na época, meio badalado. Lá, tudo é construído com pedras. Fica situado numa região de difícil acesso mas, como sempre, eles adoraram.

Desembarque de Zelinda no Aeroporto de Salvador. Foi recepcionada pelas baianas, muito charmosas, 12.2.94. Em seguida, foi para o navio Funchal.
Entre 12 a 20 de fevereiro de 94, ela e Salete, novamente, embarcaram no voo direto de São Paulo para Salvador, conhecendo por um dia essa cidade. Em seguida, vão para bordo do M.V. “Funchal” para uma viagem pela costa. Dias 14 e 15 passam em Porto Seguro, 16, voltam a Ihéus, 17 e 18 navegam direto à Angra dos Reis; 19, ficam em Angra e, dia 20 desembarcam em Santos. Agora, perguntem se a Zê não gostou? Tem foto dela até com o Aguinaldo Rayol, que era o Mestre de Cerimônia do navio.

Alda, Reinaldo, Valney, Pedro, Heraldo, Hernani, Zê, Salete e Daniela, em Ihéus.

Zelinda no mar de Angra dos Reis. Ao longe, o M.V. Funchal.
Ficaremos por aqui porque neste ano de 1994, Zelinda e Ângela vão tentar a reeleição para o IAC.