Zelinda e Rosilei, duas mulheres sensacionais, cada uma à sua maneira, estão agora mais próximas de nós do que antes. Agora são espíritos puros, essências puras.
A presença é muito mais íntima e muito mais poderosa.
A força de caráter que as duas possuíam e o amor leve e gratuito que passaram para nós irão persistir para sempre, porque já são eternos.
Perdemos uma grande amiga, uma jornalista que por 20 anos atuou como assessora de imprensa. No período de 1997 a 2000, foi diretora regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, e diretora de base até 2003.
Ajudou na implantação do Instituto de Saúde Integrada (ISI), que é um programa educacional, do qual muito se orgulhava, e onde atualmente trabalhava. O ISI é mantido pelo Sindicato de Saúde de Campinas e Região, e funciona numa ala reformada do prédio da Irmandade de Misericórdia de Campinas.
Além disso, possuía uma firma: Gea Comunicação.
De um modo muito especial, pertencerá, para sempre, ao Grupo Pioneiro de Socioética de Campinas.
Faleceu dia 16 de julho de 2008, com 52 anos, vítima de acidente vascular cerebral. Está enterrada no Cemitério da Saudade, em Campinas.
Rosilei foi aluna de Jornalismo da Zelinda e depois se tornaram grandes amigas. Ela freqüentava nossa casa, todos a queríamos muito bem; era de uma espontaneidade e de uma firmeza de caráter raras, difíceis de encontrar no dia-a-dia, e, ademais, estava sempre alegre.
Zelinda gostava muito da Dona Cida, mãe da Lei, seu apelido, conhecia toda a família e adorava as rodas de samba ou pagode que sempre havia por lá.
Então, essa pessoa era especial, diria mesmo, excepcional. Tinha um vasto coração, tendo feito, por onde passou, muitas amizades. Por sinal, temos um cartão dela, de outubro de 87, no qual ela escreveu: Além da vida soubemos do amor e da criação maior: a amizade.
Para prestigiá-la mais e rememorar seus anos de Universidade, recolhi, dos álbuns de trabalhos da Zelinda, duas fotos da peça Tartufo, de Molière, levada pelo Grupo TEU (Teatro Experimental Universitário). Esse grupo começou a partir das aulas de Fundamentos Científicos da Comunicação, ministradas pela Zelinda, na antiga Puccamp, em 1978. Direção de Jamuzzeli.
Entre alguns intérpretes citados por ela constam a Rosilei, a Arlete, a Delma, o Zé Luís, o Dirceu e o Moacir.
Em priscas eras, isto é, nos bons tempos, nos quais professores saíam com ex-alunos para bebericar alguma coisa ou conversar num bar, Rosilei, Zelinda e Zanotti (agora professor de Jornalismo) eram inseparáveis. Havia também a Arlete Soares, que se casou e foi para Minas.
Rosilei e Zanotti foram inseparáveis também no período de doença da Zelinda. Um ou outro sempre estava em casa para uma visita; uma vez o professor Zanotti resolveu fazer uma macarronada, assim, das próprias mãos, desde a massa até o cozimento, e a Lei participou, como mostra essa incrível foto, regada com um bom vinho e o ambiente cheio da maior alegria. Aquele dia foi muito bom para todos nós ali presentes.



